Estágio 4 de 5 — Testes Práticos · Você já sabe usar IA no dia a dia e quer ver prova real de que funciona em algo difícil? Esse artigo é pra essa fase.
Minha jornada com IA nunca teve um único objetivo. Comecei pelas curiosidades básicas, passei pela ideia de automatizar tarefas — confesso que cheguei a pensar em montar um J.A.R.V.I.S., sim, eu sou nerd o suficiente pra isso — e o que mais me motivava de verdade era encontrar uma forma de complementar a renda, ou até mudar de área, com autonomia. É um padrão que se repete: eu testo primeiro, decido depois. Vendo em retrospecto, talvez seja por isso que IA me atrai tanto — ela barateia o teste. Cada ferramenta nova era uma tarde gastada, não um mês de aprendizado, e isso muda completamente a disposição de tentar algo sem saber se vai dar certo. Foi nessa busca que cheguei num tema que eu nunca tinha pensado antes: criar shorts com IA pro TikTok.
A dúvida foi imediata: como começar? O que escrever? Recorri ao que eu tinha disponível na época — ChatGPT e Grok.
ChatGPT e Grok estruturando o projeto inteiro
Eu já tinha o plano pago do ChatGPT, mas foi pedindo orientação ao Grok que tudo começou a engrenar — a estrutura mais conversacional dele me deixou mais confortável pra entender como pedir o apoio certo ao ChatGPT. Foi a primeira vez que usei duas IAs em conjunto desse jeito: uma pra me orientar sobre como pedir, outra pra de fato produzir. Entre os dois, estruturei o projeto inteiro — nome do canal, logotipo, calendário de postagens, frases para os vídeos, prompts prontos pra usar depois.
Um exemplo do tipo de pedido que eu fazia: textos motivacionais curtos, divididos em 8 frases, com gatilhos de leitura, pensados pra durar cerca de 1 minuto narrado — um pra começar o dia, outro pra fechar, sempre adaptado ao dia da semana. No final, eu já pedia até a sugestão de legenda e hashtags pro TikTok, pra não ter que pensar nisso depois.

Já tinha contado mais sobre como essas duas IAs se comportam no dia a dia nesse outro texto. Hoje, quando uso o ChatGPT ou o Claude pra outras coisas, raramente preciso desse ida-e-volta entre duas IAs diferentes. Mas, na época, foi esse jeito de trabalhar que me deu confiança pra seguir com um projeto que eu nem tinha certeza se ia terminar.
Canva nas primeiras imagens
Com o material pronto, comecei pelo Canva — imagens curtas e animadas, com um texto simples sobreposto. Funcionou pros primeiros vídeos. O problema é que cada etapa — imagem, texto, narração, trilha — eu montava separada e juntava na mão depois. Pra quem não tinha tempo de sobra, isso cansava rápido. Foi essa fase, mais do que qualquer outra, que me fez procurar uma ferramenta que resolvesse tudo de uma vez só.
Se quiser ver mais do que já fiz com Canva fora desse projeto, tem esse outro texto aqui.
InVideo, a tentativa que não deu certo
Na busca por essa ferramenta completa, tentei o ai.invideo logo no começo. No papel, parecia exatamente o que eu precisava — texto entra, vídeo sai. Na prática, o plano gratuito limitava bastante, e os vídeos saíam com marca d’água visível, sem contar que as imagens geradas nem sempre tinham coerência entre uma cena e outra. Não demorou pra eu deixar de lado e voltar a procurar.
Fliki — quando o processo finalmente fechou
Depois de mais algumas buscas, encontrei a Fliki — a ferramenta que finalmente resolveu como criar shorts com IA do jeito que eu precisava. Nela, eu escolhia o formato, apresentava o prompt, escolhia o tom — e com um botão, o vídeo saía pronto: narrado, no tom certo, com cenas coesas. Foi a primeira vez que o processo todo, que antes passava por três ou quatro ferramentas diferentes, coube numa só.
A evolução veio com a assinatura paga — fazia sentido, já que a ferramenta tinha provado que entregava o que eu precisava. Só que, com o tempo, virou um investimento que eu não conseguia bancar. Não foi a ferramenta que decepcionou — ela seguiu entregando exatamente o que prometia. Foi a falta de tempo e dedicação pra manter um ritmo de produção que justificasse o valor pago todo mês.
Reparando bem, o caminho até a Fliki também foi uma lição sobre como ferramentas de IA evoluem: no começo, cada uma resolve um pedacinho do problema. Com o tempo, aparece alguma que junta tudo. Quando isso acontece, vale a pena migrar — mesmo que signifique abandonar o que já estava funcionando.
Os números — @energiapura_official
Hoje tenho um canal no TikTok, o EnergiaPura. Publiquei cerca de 70 shorts e cheguei a 521 seguidores e 2.370 curtidas — sem orçamento, sem equipe, só eu e as ferramentas testando junto. Não é um número que vira notícia, mas pra um projeto paralelo, conduzido nas horas vagas, mostra que o caminho funciona de ponta a ponta: da ideia ao primeiro seguidor de verdade.
Setenta shorts em alguns meses significa publicar com uma certa regularidade — não todos os dias, mas o suficiente pra manter o perfil vivo. Isso, sozinho, já foi um aprendizado: sustentar um ritmo de publicação é mais difícil do que produzir um vídeo bonito.
A necessidade me fez pausar o projeto por hora. Mas, como gosto de dizer: quem sabe um dia eu volto — não como busca de renda, mas talvez pra ajudar quem precisa de uma palavra amiga sem compromisso.
Se tem uma lição que esse projeto deixou foi essa: a parte técnica raramente é o problema. IA já resolve isso bem, ferramenta atrás de ferramenta. O que pesa de verdade é o tempo — descobrir, na tentativa e erro, qual ferramenta cabe na sua rotina antes de caber no seu bolso. Não é a primeira vez que isso acontece comigo, e duvido que seja a última.
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Você já testou alguma ferramenta de IA achando que ia resolver rápido e descobriu que dava mais trabalho — ou custava mais caro — do que imaginava?
Próximo passo: depois de ver prova real de que a IA entrega resultado, o próximo nível é ir além do dia a dia — automação, projetos maiores. Esse conteúdo mais avançado está virando capítulo de um material à parte. (Em breve.)

